Quixadá > Considerado uma importante obra histórica, por ser o primeiro
reservatório hídrico construído no Brasil, ainda na época do Império, como
também pela sua beleza arquitetônica, o Açude Cedro continua sendo alvo de
depredação. Pouco mais de ano após a danificação de dois pilares de sustentação
das correntes seculares da passarela da barragem de pedra, outros dois pilares
foram quebrados. O motivo, segundo alguns moradores da vizinhança, e de quem
cuida do lugar, é o mesmo: crianças e adolescentes saltando de cima das
estruturas moldadas em rocha maciça na água.
Além dos riscos aos visitantes, os
pilares quebrados causam desarmonia estética e prejuízos econômicos. Segundo o
administrador do Açude, Almir Benício, é possível notar a diferença entre os
originais e os substituídos. Cada pilar custa em média R$ 1 mil. O dinheiro é
desembolsado pelo Governo Federal, através do Departamento Nacional de Obras
Contra a Seca (Dnocs). Essa foi a terceira vez no ano. Os próprios turistas
oferecem dinheiro para os meninos saltarem na água fazendo acrobacias. Acabam
causando um prejuízo ainda maior, ressalta.
Como se não bastassem esses
problemas, algumas peças e rochas estão sendo pichadas por vândalos. Além da
área ser muito extensa, o Dnocs conta apenas com um vigia para resguardar
o patrimônio de toda a estrutura entre a montante e a jusante do açude. Para
piorar a situação a iluminação é precária. Os fios e as luminárias dos postes
da passarela e da parede do reservatório foram furtados há mais de década.
Fonte: DN.

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