quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

AÇUDE CEDRO > Parque histórico de Quixadá continua sendo depredado.

Quixadá > Considerado uma importante obra histórica, por ser o primeiro reservatório hídrico construído no Brasil, ainda na época do Império, como também pela sua beleza arquitetônica, o Açude Cedro continua sendo alvo de depredação. Pouco mais de ano após a danificação de dois pilares de sustentação das correntes seculares da passarela da barragem de pedra, outros dois pilares foram quebrados. O motivo, segundo alguns moradores da vizinhança, e de quem cuida do lugar, é o mesmo: crianças e adolescentes saltando de cima das estruturas moldadas em rocha maciça na água.

Além dos riscos aos visitantes, os pilares quebrados causam desarmonia estética e prejuízos econômicos. Segundo o administrador do Açude, Almir Benício, é possível notar a diferença entre os originais e os substituídos. Cada pilar custa em média R$ 1 mil. O dinheiro é desembolsado pelo Governo Federal, através do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). Essa foi a terceira vez no ano. Os próprios turistas oferecem dinheiro para os meninos saltarem na água fazendo acrobacias. Acabam causando um prejuízo ainda maior, ressalta.
Como se não bastassem esses problemas, algumas peças e rochas estão sendo pichadas por vândalos. Além da área ser muito extensa, o Dnocs conta apenas com um vigia para resguardar  o patrimônio de toda a estrutura entre a montante e a jusante do açude. Para piorar a situação a iluminação é precária. Os fios e as luminárias dos postes da passarela e da parede do reservatório foram furtados há mais de década.
Fonte: DN.

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