Os membros da facção que age dentro e fora dos presídios paulistas
responsáveis pelo assassinato do juiz corregedor de Presidente
Prudente, Antônio Machado Dias, em 2003, recebem uma pensão
mensal “vitalícia” de R$ 5 mil como forma de premiação. É o que aponta a
investigação do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, que traz o
depoimento de um ex-integrante da alta cúpula do grupo criminoso.
Segundo as informações do Núcleo Presidente Prudente do Grupo de
Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os presos conhecidos
como Funchal, Ferrugem e Chocolate, responsáveis pelo assassinato, foram os
recompensados. Imóveis também foram ofertados como presente pelo cumprimento da
missão.
Ainda segundo a divisão do MP, o ex-integrante prestou este depoimento
em agosto de 2013 e é testemunha protegida pela Justiça. Ele entrou na facção
em 2000, quando cumpria pena na Penitenciária de Tremembé (SP), e permaneceu
até 2009. Neste período passou por todos as posições hierárquicas do grupo.
Já em 2001, conseguiu acesso a policiais civis que faziam parte da 5ª
Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e Departamento Estadual
de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que transmitiam informações
privilegiadas à quadrilha.
Ainda de acordo com o depoimento prestado ao Ministério Público, em
2009 a testemunha foi jurada de morte pelos integrantes da facção após revelar
o envolvimento do grupo no assassinato de um agente penitenciário do Centro de
Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes. Ele também já esteve
oito vezes no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) de Presidente Bernardes.
O juiz corregedor Antônio Machado Dias foi morto a tiros no dia 14 de
março de 2003, após sair do Fórum de Presidente Prudente. Ele era responsável
por julgar casos envolvendo membros da facção, o que teria desagrado o então
líder Marco Willians Camacho, o Marcola.

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