domingo, 22 de dezembro de 2013

Haddad fecha 1º ano sob pressão das ruas, dos tribunais e do PT.

A popularidade da presidente Dilma Rousseff aumenta, mas a de Haddad não. Desde junho, os protestos de rua diminuíram - mas ele continua a enfrentar manifestações, de taxistas a sem-teto. Até onde deveria ter aliados, em Brasília, só se ouvem críticas e lamentações.
O prefeito é o alvo número 1 das críticas quando a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, planejam a campanha petista de 2014 na praça mais importante do País. Em Brasília, o comentário é que Haddad precisa mudar o estilo e ir para a rua defender o seu governo, se não quiser pôr tudo a perder.
Nesta semana, um deputado do PT com trânsito no Palácio do Planalto chegou a comparar Haddad a Luiza Erundina (PSB). Eleita prefeita de São Paulo pelo PT, em 1988, Erundina comprou briga feia com o partido durante a gestão. As divergências iam desde o custo da passagem de ônibus ao "IPTU progressivo". Resultado: o PT perdeu a eleição seguinte, em 1992, para Paulo Maluf. Erundina deixou o partido em 1998.
O governo Dilma, a cúpula do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva temem que a história de 1988 se repita. Sob o argumento da "vacina", pregam agora uma espécie de intervenção na Prefeitura, com a escolha de um secretário de Governo indicado pelo partido para "cuidar da política".
Em conversas reservadas, ministros, parlamentares e dirigentes petistas afirmam que Haddad "não colabora" e, se não recuperar a popularidade, pode prejudicar não apenas Padilha, candidato do PT ao governo paulista, como a campanha de reeleição de Dilma.
Fonte: Estadão.

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