A
popularidade da presidente Dilma Rousseff aumenta, mas a de Haddad não. Desde
junho, os protestos de rua diminuíram - mas ele continua a enfrentar
manifestações, de taxistas a sem-teto. Até onde deveria ter aliados, em
Brasília, só se ouvem críticas e lamentações.
O prefeito é o alvo número 1 das
críticas quando a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, planejam a campanha petista de 2014 na praça mais importante do País.
Em Brasília, o comentário é que Haddad precisa mudar o estilo e ir para a rua
defender o seu governo, se não quiser pôr tudo a perder.
Nesta semana, um deputado do PT com
trânsito no Palácio do Planalto chegou a comparar Haddad a Luiza Erundina
(PSB). Eleita prefeita de São Paulo pelo PT, em 1988, Erundina comprou briga
feia com o partido durante a gestão. As divergências iam desde o custo da
passagem de ônibus ao "IPTU progressivo". Resultado: o PT perdeu a
eleição seguinte, em 1992, para Paulo Maluf. Erundina deixou o partido em 1998.
O governo Dilma, a cúpula do PT e o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva temem que a história de 1988 se repita.
Sob o argumento da "vacina", pregam agora uma espécie de intervenção
na Prefeitura, com a escolha de um secretário de Governo indicado pelo partido
para "cuidar da política".
Em conversas reservadas, ministros,
parlamentares e dirigentes petistas afirmam que Haddad "não colabora"
e, se não recuperar a popularidade, pode prejudicar não apenas Padilha,
candidato do PT ao governo paulista, como a campanha de reeleição de Dilma.
Fonte: Estadão.

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