Ícone da queda do apartheid e
figura adorada pelos sul-africanos, Nelson Mandela morreu nesta quinta-feira
(5), aos 95 anos. A causa foram complicações decorrentes de uma infecção respiratória.
Mandela não era visto em público desde a
final da Copa do Mundo da África do Sul, em julho de 2010. Sua última aparição
ocorreu em abril, quando ele recebeu um grupo de políticos encabeçado pelo
presidente sul-africano, Jacob Zuma. As cenas transmitidas pela TV estatal, em
que aparece distante e alheio ao que se passa a seu redor, causaram comoção no
país. Esta era sua quarta internação desde dezembro de 2012, quando começou a
enfrentar uma crise respiratória.
Prisão perpétua - Mandela foi preso em 5 de agosto de
1962 e condenado à prisão perpétua por sabotagem contra o governo, em 12 de
junho de 1964, onde passou 27 anos preso e incomunicável por se opor ao sistema segregacionista branco. Quando foi preso, em 1962, Mandela estava casado pela segunda
vez com a militante Winnie Madikizela, que conheceu nas reuniões do CNA, em
1956, quando ainda vivia com Evelyn. Casaram-se em 1958 e tiveram duas filhas.
Mandela deve a Winnie o início do movimento de luta por sua
libertação. Não assistiu ao processo de mitificação de seu nome. Winnie Mandela
sofreu inúmeras represálias. Foi presa e ameaçada, além de processada por
envolvimento em atos radicais. No final da década de 80, Nelson Mandela era o
preso político mais famoso do mundo. Fim do apartheid O Conselho de Segurança
da ONU (Organização das Nações Unidas) exigia, por meio de sanções econômicas,
o fim do apartheid.
A sociedade branca sul-africana parecia cansada do banimento
imposto pela comunidade internacional. Em 14 de setembro de 1989, assume a
Presidência Frederik W. de Klerk. Herdeiro de fundadores do Partido Nacional,
ele inicia reformas no regime político. No dia 2 de fevereiro de 1990, legaliza
o CNA e, no dia 11, anuncia a libertação de Mandela. Livre, ele inicia
negociações por reformas políticas. Separa-se de Winnie em abril de 1992, após
33 anos de casamento. Recebeu o prêmio Nobel da Paz, juntamente com o
presidente Frederik de Klerk, no dia 15 de outubro de 1993.
Em maio de 1994, ele tornou-se o primeiro presidente negro
na história da África do Sul, encerrando o mandato em 1999, sem tentar uma
reeleição, como já havia se comprometido ainda antes de tomar posse. Em 2004,
ele anunciou que se retirava da vida pública. Em 2009, as Nações Unidas
declararam o dia 18 de julho como o Dia Internacional de Mandela, em que
organizações e indivíduos são encorajados a tomar parte em ações humanitárias.
Fonte: DN.

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