O delegado que
investiga a morte do menino Joaquim quer ouvir os dois primeiros policiais
militares que chegaram à casa da família depois do sumiço da criança. Eles
gravaram uma conversa do casal suspeito do crime.
Um
gravador deixado debaixo do cobertor, no quarto de Joaquim, registrou a
conversa entre a mãe, Natália Ponte, e o padrasto, Guilherme Longo.
Natália pergunta
ao companheiro se ele saiu durante aquela madrugada para comprar drogas. Ele
responde que sim. Ela então pergunta se há possibilidade de Joaquim ter saído
atrás do padrasto. Ele diz que não porque havia trancado o portão.
Natália começa a
chorar e depois, já alterada, pergunta para o Guilherme: "Cadê o Joaquim,
cadê o Joaquim?" Ele então pede que a Natália fique calma.
O delegado que
investiga o caso disse só tomou conhecimento da gravação pela imprensa. E
intimou os PMs a prestarem esclarecimentos, na quinta-feira (28).
Mas o comando da Polícia Militar informou que o delegado já tinha sido
comunicado. O Ministério Público afirma que a gravação não pode ser usada como
prova no inquérito.
No depoimento
que deu na semana passada, Natália Ponte disse acreditar que a morte de Joaquim
só interessaria ao companheiro, porque ele tinha ciúmes do pai do menino.
Pela sexta vez,
Guilherme Longo foi levado da cadeia de Barretos para prestar depoimento. Mas no meio
da tarde, o delegado que investiga o caso não quis mais ouvir Guilherme. No
lugar, ele decidiu chamar Natália Ponte, presa em Franca há 17 dias.
Natália chegou à
delegacia pouco antes das quatro horas. À pedido da polícia, uma psicóloga deve
traçar o perfil psicológico do casal. No fim da tarde, Guilherme e Natália
voltaram para a cadeia.
Fonte: Jornal
Nacional.

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