segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

PMs gravaram conversa entre mãe e padrasto do menino Joaquim.

O delegado que investiga a morte do menino Joaquim quer ouvir os dois primeiros policiais militares que chegaram à casa da família depois do sumiço da criança. Eles gravaram uma conversa do casal suspeito do crime.

Um gravador  deixado debaixo do cobertor, no quarto de Joaquim, registrou a conversa entre a mãe, Natália Ponte, e o padrasto, Guilherme Longo.

Natália pergunta ao companheiro se ele saiu durante aquela madrugada para comprar drogas. Ele responde que sim. Ela então pergunta se há possibilidade de Joaquim ter saído atrás do padrasto. Ele diz que não porque havia trancado o portão.

Natália começa a chorar e depois, já alterada, pergunta para o Guilherme: "Cadê o Joaquim, cadê o Joaquim?" Ele então pede que a Natália fique calma.

O delegado que investiga o caso disse só tomou conhecimento da gravação pela imprensa. E intimou os PMs a prestarem esclarecimentos, na quinta-feira (28).

Mas o comando da Polícia Militar informou que o delegado já tinha sido comunicado. O Ministério Público afirma que a gravação não pode ser usada como prova no inquérito.

No depoimento que deu na semana passada, Natália Ponte disse acreditar que a morte de Joaquim só interessaria ao companheiro, porque ele tinha ciúmes do pai do menino.

Pela sexta vez, Guilherme Longo foi levado da cadeia de Barretos para prestar depoimento. Mas no meio da tarde, o delegado que investiga o caso não quis mais ouvir Guilherme. No lugar, ele decidiu chamar Natália Ponte, presa em Franca há 17 dias.

Natália chegou à delegacia pouco antes das quatro horas. À pedido da polícia, uma psicóloga deve traçar o perfil psicológico do casal. No fim da tarde, Guilherme e Natália voltaram para a cadeia.


Fonte: Jornal Nacional.

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