quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

PMs são presos com carro roubado.

Há duas semanas, o inspetor da Polícia Civil do Ceará, Pedro Paulo Cavalcanti Monteiro, se surpreendeu com o desfecho de uma perseguição no Conjunto Ceará, bairro da periferia de Fortaleza. A história a seguir é narrada em um auto de prisão em flagrante. Após investigar e localizar um carro que tinha a mesma placa (ORX-9219) de seu automóvel particular, um Fox branco, o inspetor e outros policiais investiram contra dois suspeitos de terem clonado o veículo.
Depois de interceptarem o Fox e anunciarem, com pistolas em punho, que eram policiais (eles estavam em uma viatura descaracterizada da Divisão de Homicídios), os dois ocupantes do carro clonado se apressaram em revelar que também eram tiras. Encostados em um muro, pernas e braços abertos para uma geral, Audiney Mota Martins e Tiago Rodrigo Ferreira, quando não estavam de folga, trabalhavam como soldados da Polícia Militar do Ceará.
Não adiantou os dois PMs tentarem se livrar da prisão em flagrante. A justificativa de Audiney Mota e Tiago Ferreira não convenceu Pedro Paulo nem aos outros inspetores. Os dois PMs insistiam na história de que não sabiam que o Fox usado por eles era roubado, clonado e que tinha o número do chassi adulterado.
Os dois policiais militares foram presos e autuados em flagrante por crime de receptação (artigo 180 do Código Penal Brasileiro/o roubo do carro está sendo investigado), adulteração do número do chassi (artigo 311 do CPB) e por porte ilegal de arma (artigo 14 do Estatuto do Desarmamento). “Eles portavam armas em nome de terceiros”, segundo o auto de prisão.
Tiago Ferreira estava com uma pistola calibre 380. Na delegacia, ele afirmou tê-la comprado de outro policial por R$ 3 mil. A regularização do armamento, segundo o militar, estava em andamento. Audiney Mota, por sua vez, portava irregularmente uma pistola ponto 40 de propriedade da Polícia Civil. A arma, na verdade, estava sob a responsabilidade da esposa, uma escrivã da Civil. Em depoimento, ela revelou que não o autorizou a sair com o equipamento de trabalho dela. Audiney confirmou a versão da mulher.
Fonte: Jornal O Povo.

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