SÃO
PAULO - Assim como muitas brasileiras, Taís Araújo já foi discriminada por ser
negra. Aos 35 anos, a atriz garantiu que o preconceito ainda existe.
"No
Brasil o preconceito aparece como um vírus, vai mudando de forma o tempo todo e
as pessoas vão criando 'vacinas' que se encaixam em cada uma dessas formas. Mas
o resultado é sempre o mesmo: a depreciação e o desejo de acabar com a
autoestima da pessoa", analisou ela em entrevista à revista "29
horas".
Mãezona,
Taís quer proteger o filho, João Vicente, de dois anos. Ela contou que o
orientará a escapar dessas “armadilhas”: “O pior da maternidade é ver sua
impotência. Ver que não dá para se sentir uma leoa diante de sua cria, que não
dá para livrar seu filho dos males. E isso também nem é bom, porque ele precisa
aprender a se virar”.
O
medo pelo filho vem de uma infância repleta de preconceito. Quando criança,
Taís contou que era a única negra de sua sala. “Sofri preconceito a infância
inteira. Mas estudei em dois colégios que foram muito importantes para mim.
Eles me colocavam para ser representante de turma, me botavam para segurar a
bandeira na hora cívica. De alguma maneira, eles fizeram com que os outros
alunos prestassem atenção em mim e me admirassem de alguma forma”.
Ela
disse que encontrou na profissão um modo de ajudar na luta contra o
preconceito. “Muitas meninas me pedem para tirar fotos quando saio do Projac e
quase todas são negras. Essa é a hora que eu vejo eu sou uma referência. Mas
não é um peso, não, é uma responsabilidade grande", completou.
Fonte:
MSN.

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