quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A fé move o turismo.

Deus não deixa trabalho sem recompensa, nem lágrimas sem consolação, dizia o carismático e sábio Padre Cícero Romão Batista, que conquistou prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Cariri. Juazeiro do Norte foi sua morada. Dali, ele emanou sua ascendência, impulsionando o desenvolvimento da cidade.

Mentor e defensor do lugar, Padre Cícero fez brotar o turismo religioso em Juazeiro do Norte. O roteiro da fé é percorrido por romeiros ao longo do ano, movimentando o comércio de artigos ligados ao Padim e de artesanato local fotos: kiko silva

Após a partida de Padre Cícero, sua influência só cresceu. A fé no religioso se espalhou e Juazeiro do Norte até hoje colhe os frutos do legado do Padim Ciço. Há quem diga que essa é justamente a recompensa e consolação por sua despedida. Romeiros começaram a chegar de todos os cantos para reverenciá-lo e mais ainda depois da construção da estátua em sua homenagem no alto da Colina do Horto, em 1969.

Com tanta gente buscando Juazeiro do Norte e as bênçãos do Padim Ciço, a cidade não parou mais de crescer. Tamanha movimentação levou à conquista do título simbólico de Meca do Cariri. A fé esparramou-se ao longo dos anos, fortificou a economia e cristalizou o turismo religioso, que impulsionou novas formas de apreciação e descoberta do lugar.

Turismo de lazer, de negócios, esportivo, cultural, científico, ecoturismo ganharam espaço no destino. O Geopark Araripe, o primeiro das Américas, garante sustentação e dá vazão às diversas modalidades.

Para receber os novos visitantes, o comércio ganhou em infraestrutura e diversificação, com destaque para os segmentos de calçados, artesanato e artigos religiosos. Muitas das peças produzidas são verdadeiras obras-primas que brotam do imaginário e das mãos dos artistas juazeirenses e encantam a clientela, garantindo trabalho e renda para centenas de famílias.

Fonte: DN.

Nenhum comentário:

Postar um comentário