Um empresário carioca de 40 anos foi preso ontem
acusado de abusar sexualmente de seis crianças. A filha adotiva dele está entre
as vítimas, de acordo com a Polícia. O caso ocorreu em um condomínio localizado
no bairro Água Fria, em Fortaleza.
A mãe de uma menina e de um garoto que teriam sido
vítimas do crime conta que o empresário morava há oito anos no condomínio. O
homem era amigo das famílias das crianças. “Era uma pessoa muito solícita,
educada, prestativa. Era muito agregador, promovia festas para as crianças.
Nunca passou pela minha cabeça que ele fosse um pedófilo”.
Os crimes foram descobertos após uma menina contar
para a mãe que o empresário mostrava vídeos pornográficos para as vítimas, por
meio de um celular. “A mãe dessa criança falou para a esposa dele, que veio na
minha casa e relatou a história. Eu não quis acreditar”, lembra a mãe. De
acordo com ela, o filho dela informou que o acusado chegou a tocá-lo. A mulher
acredita que os abusos vinham ocorrendo desde o último mês de outubro.
Conforme a titular da Delegacia de Combate à
Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), delegada Ivana Timbó, as
primeiras denúncias chegaram à Polícia na última segunda-feira. Ivana informa
que as vítimas de abuso têm entre seis e oito anos. “As crianças são bastante
categóricas, afirmam tudo de forma detalhada”, diz a delegada. “Ele conseguia
abusar das crianças com essa artimanha: se aproximava, fazia amizades e ganhava
a confiança dos pais. Todas as crianças o chamavam de ‘tio’”, acrescenta.
O empresário foi preso em uma
clínica para dependentes químicos. Ele informou que sofre de esquizofrenia e
não assumiu os crimes. “Em princípio, ele diz que não se recorda dos fatos, que
se trata de uma pessoa doente, de um dependente químico. No final de
depoimento, ele afirma que não abusou das crianças”, conta Ivana.
Ainda conforme a titular da Dececa, o empresário
será indiciado pelo crime de estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código
Penal). O homem foi conduzido para a Delegacia de Capturas e Polinter
(Decapol).
Pelo fato de uma das vítimas ser filha do acusado,
O POVO opta por não divulgar o nome dele para não identificar a criança.
Fonte: Jornal O Povo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário