quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Ex-deputado Pedro Henry irá trabalhar em hospital por R$ 7.500 mensais.


Condenado a sete anos e dois meses de prisão no processo do mensalão, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP-MT) conseguiu, nesta quarta-feira (08), autorização da Justiça para trabalhar fora da prisão. Após audiência na Vara de Execuções Penais no fórum de Cuiabá, Henry foi autorizado, como havia solicitado, a trabalhar como coordenador de clínica médica no hospital particular Santa Rosa, na capital de Mato Grosso.

Segundo o advogado José Antônio Álvares, que representa o ex-deputado, Henry receberá R$ 7.500 mensais e poderá trabalhar nos dias úteis das 7h às 17h. Ele poderá deixar o presídio a partir de amanhã. Henry, de acordo com o defensor, é médico com especialização em anestesia, perícia médica legal e medicina hiperbárica (tratamento baseado no uso de oxigênio puro para cicatrização de feridas e combate a infecções).

Condenado à prisão em regime semiaberto por corrupção e lavagem de dinheiro, Henry está detido no anexo da penitenciária central de Mato Grosso, em Cuiabá. Com a decisão do juiz Geraldo Fidélis, tem agora permissão para ficar fora da unidade a partir das 6h, voltando às 19h. Poderá ainda se ausentar aos sábados até as 14h e deverá passar domingos e feriados na unidade.

A Justiça fixou outras condições que são praxe no regime semiaberto, como proibição de ingerir bebidas alcoólicas e comprovação do trabalho na função solicitada. Determinou ainda o uso de tornozeleira eletrônica durante o período fora da prisão, mas o Estado de Mato Grosso ainda não usa esse equipamento.

Fonte: DN.

São esses excessos que sou contra a algumas decisões tomadas pelo judiciário. Determinar como condição o uso de tornozeleira eletrônica a um preso em regime semi-aberto, só porque é político. Essa ferramenta é utilizada para localização de preso, e tem por finalidade, vigiar detentos periculosos, o que não é o caso. Um "aberratio criminis". Constrangedor, humilhante. Abuso de poder, que não se admite em uma democracia. O homem já ta pagando o que deve à justiça. Punir não é expor à execração pública. Lamentável a medida tomada. Comprova que os concursos públicos para a Magistratura e o Ministério Público ainda não achou a forma ideal de seleção de profissionais capacitados. Verdadeiramente, uma pena!

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