Condenado
a sete anos e dois meses de prisão no processo do mensalão, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP-MT)
conseguiu, nesta quarta-feira (08), autorização da Justiça para trabalhar fora
da prisão. Após audiência na Vara de Execuções Penais no fórum de Cuiabá, Henry foi
autorizado, como havia solicitado, a trabalhar como coordenador de clínica
médica no hospital particular Santa Rosa, na capital de Mato
Grosso.
Segundo o
advogado José Antônio Álvares, que representa o ex-deputado, Henry receberá R$
7.500 mensais e poderá trabalhar nos dias úteis das 7h às 17h. Ele poderá deixar o presídio a partir
de amanhã. Henry, de acordo com o defensor, é médico com especialização em
anestesia, perícia médica legal e medicina hiperbárica (tratamento baseado no
uso de oxigênio puro para cicatrização de feridas e combate a infecções).
Condenado
à prisão em regime semiaberto por
corrupção e lavagem de dinheiro, Henry está detido no anexo da penitenciária
central de Mato Grosso, em Cuiabá. Com a decisão do juiz Geraldo Fidélis, tem
agora permissão para ficar fora da unidade a partir das 6h, voltando às 19h.
Poderá ainda se ausentar aos sábados até
as 14h e deverá passar domingos e feriados na unidade.
A Justiça
fixou outras condições que são praxe no regime semiaberto, como proibição de ingerir bebidas alcoólicas e comprovação do trabalho na função
solicitada. Determinou ainda o uso de tornozeleira eletrônica durante o período
fora da prisão, mas o Estado de Mato Grosso ainda não usa esse equipamento.
Fonte: DN.
São esses excessos que sou contra a algumas decisões tomadas pelo judiciário. Determinar como condição o uso de tornozeleira eletrônica a um preso em regime semi-aberto, só porque é político. Essa ferramenta é utilizada para localização de preso, e tem por finalidade, vigiar detentos periculosos, o que não é o caso. Um "aberratio criminis". Constrangedor, humilhante. Abuso de poder, que não se admite em uma democracia. O homem já ta pagando o que deve à justiça. Punir não é expor à execração pública. Lamentável a medida tomada. Comprova que os concursos públicos para a Magistratura e o Ministério Público ainda não achou a forma ideal de seleção de profissionais capacitados. Verdadeiramente, uma pena!


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