Familiares de uma jovem de 25 anos, morta na madrugada
desta quinta-feira (09), acusam a Prefeitura e a Santa Casa de Franca (SP) de
negligência. Segundo o pai da vítima, a auxiliar administrativo Luara Prieto Ribeiro morreu depois de
submeter-se a uma cirurgia no hospital. Antes do procedimento, no entanto, a
jovem teria passado pelo Pronto-Socorro "Dr. Álvaro Azzuz" oito
vezes. Sem um diagnóstico específico, a família da vítima registrou um boletim
de ocorrência por morte suspeita.
A Secretaria de Saúde informou que abriu uma sindicância
para apurar o caso. A Santa Casa também investiga se houve falha no atendimento
à paciente.
Segundo o pai de Luara,
o empresário Silson Ribeiro da Silva, a jovem começou a se queixar de dores
abdominais no dia 15 de dezembro. No pronto-socorro municipal, Luara foi medicada e posteriormente
liberada. As dores, no entanto, permaneceram. De acordo com Silva, a filha
voltou ao pronto-socorro outras sete vezes, até ser encaminhada para internação
na Santa Casa.
No dia 31 de dezembro, Luara voltou a passar mal e foi novamente encaminhada para a Santa
Casa. Segundo Silva, a jovem fez uma endoscopia no dia 3 de janeiro, e passou
por uma cirurgia na segunda-feira (6). Do centro cirúrgico, Luara foi direto para o Centro de
Terapia Intensiva (CTI) da Santa Casa. "A cirurgia era para levar três
horas. Demorou oito. Chegando lá ela teve uma parada cardíaca de dois minutos.
Ela foi ressuscitada e continuou no CTI", diz.
O empresário conta que depois da cirurgia continuou sem
respostas sobre o diagnóstico da filha. "Eu ia conversando, perguntando e
ninguém me dava resposta. Só falavam que era um caso sério", afirma. Na
noite desta quarta-feira (08), Luara
não resistiu e morreu.
De acordo com Rosane, o diagnóstico do primeiro
atendimento da paciente aponta que Luara
tinha uma infecção de urina.

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