quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Justiça autoriza quebra de sigilo bancário de Zezé Perrella e filho.

A Justiça autorizou, nesta terça-feira (21), a quebra de sigilo bancário e o bloqueio de bens do senador Zezé Perrella (PDT), e do filho dele, o deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade). A ação é referente a supostos prejuízos aos cofres públicos em contratos feitos sem licitação para a produção de grãos para o programa Minas Sem Fome, do governo do estado, entre 2007 e 2011, de acordo com o Ministério Público Estadual. O prazo de recurso da liminar é de dez dias.

A decisão também afeta o irmão do senador, Geraldo de Oliveira Costa, dois ex-presidentes da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas (Epamig) Baldonedo Arthur Napoleão e Antônio Lima Bandeira, e a empresa da família Perrella, a Limeira Agropecuária e Participações Limitada. Segundo a Justiça, o bloqueio de bens refere-se a imóveis, contas bancárias e veículos dos acusados até o limite de R$ 14,5 milhões.

A ação principal do Ministério Público pede a condenação dos acusados por improbidade administrativa. A decisão é da Terceira Vara da Fazenda Pública e Autarquias da capital mineira.

Os contratos investigados foram firmados no período em que o estado era governado por Aécio Neves (PSDB) e no atual governo de Antonio Anastasia, do mesmo partido.

Zezé Perrella afirmou, por meio de nota, que todos os procedimentos entre a empresa da família e a Epamig foram feitos de forma legal e que não ocorreu improbidade administrativa. Ele informou ainda que ao longo do processo a afirmação será comprovada.

O senador destacou ainda que a decisão é em caráter liminar e, segundo ele, os membros da família, assim como a empresa, vão recorrer.

O diretor da Limeira Agropecuária André Almeida Costa também afirmou que a empresa  vai recorrer. André, que é filho de Geraldo de Oliveira Costa, disse ainda que o pai dele também vai entrar com recurso.

O ex-governador Aécio Neves disse que desconhecia a denúncia. Segundo ele, a contratação foi uma decisão tomada pelo terceiro escalão do governo estadual. Aécio defendeu investigação rigorosa e punição dos responsáveis, se comprovadas as irregularidades.

A Epamig, ligada ao governo de Minas, informou, em nota, que o contrato com a Limeira Agropecuária atendeu às exigências legais e que atualmente não possui nenhum contrato com a empresa.

Fonte: G1.

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