O ministro da Justiça, José Eduardo
Cardozo, anunciou nesta quinta-feira (09), em São Luís, a
elaboração de um plano emergencial para tentar diminuir a violência no sistema
carcerário do estado. Ao todo, serão 11 medidas. Entre elas, está a criação de
um comitê gestor, gerido pela governadora Roseana
Sarney e
supervisionado pelo governo federal, que prevê ações integradas entre
Executivo, Legislativo e Judiciário.
Além disso, o plano, que terá medidas implantadas
anteriormente em outros estados, também prevê a remoção de presos; a realização
de mutirão de defensores públicos para analisar caso a caso a situação de
detentos; plano de ação integrada de inteligência prisional; implantação de
núcleo de atendimento a familiares de presidiários (saúde, assistência
psicológica); integração do Ministério Público e Poder Judiciário; implantação
de plano de atendimento e capacitação para policiais que estão envolvidos
diretamente em ações de segurança; penas alternativas; e monitoramento; além da
construção de novas unidades prisionais.
"Algumas dessas ações já foram implantadas em
estados como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas,
respeitando as competências de cada governo, obtendo resultados satisfatórios.
E, aqui no Maranhão, teremos 11 procedimentos de atuação, formando um plano
concreto para enfrentar os problemas”, afirmou o ministro da Justiça.
Déficit carcerário zero
Déficit carcerário zero
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB),
afirmou que serão criadas 2.800 vagas no sistema carcerário do Maranhão até
dezembro de 2014. O anúncio foi feito após reunião com Cardozo e a cúpula da
segurança do estado, nesta quinta-feira, no Palácio dos Leões, em São Luís.
Segundo o governo estadual, serão investidos mais de R$
131 milhões para o reaparelhamento do sistema penitenciário. Entre as medidas
encaminhadas está a construção de um presídio de segurança máxima em São Luís,
com 150 vagas, e a reforma e ampliação das unidades de Coroatá (150 vagas),
Codó e Balsas (200 vagas em cada um). Um presídio em Imperatriz, com 250 vagas,
também está em construção.
Uma Comissão de Investigação, criada logo após as
denúncias feitas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), está
acompanhando os trabalhos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Além disso,
foi criada a Diretoria de Segurança dos Presídios do Maranhão, que está
atuando desde o dia 27 de dezembro do ano passado.
A reunião entre a governadora, o ministro da Justiça e a
cúpula da segurança do estado ocorre em meio à crise no sistema carcerário do
Maranhão. Na quarta-feira (8), a Organização das Nações Unidas (ONU) enviou ao
Brasil um pedido de apuração sobre as mortes ocorridas em Pedrinhas e sobre os
ataques na capital, São Luís.
Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado em dezembro,
apontou que no ano passado 60 presos foram mortos no Complexo Penitenciário de
Pedrinhas, em São Luís.

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