No fim da tarde desta sexta-feira (7), o desembargador
Djalma Martins da Costa decretou a prisão preventiva do prefeito de Coari,
Adail Pinheiro, atendendo a uma solicitação do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM),
que quer ainda o afastamento de Adail da Prefeitura de Coari, município a 363
quilômetros de Manaus. Outras cinco pessoas também tiveram a prisão decretada.
Os seis suspeitos foram denunciados pelo MPE por formação de quadrilha,
exploração sexual de crianças e adolescentes e estupro de vulnerável. Os
supostos casos de pedofilia no município de Coari vêm sendo revelados em reportagens
do programa Fantástico, da Rede Globo, desde o mês de janeiro.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), os detalhes do processo (nº. 0003606-63.2014.8.04.0000) não podem ser informados, pois o mesmo tramita sob
segredo de justiça. Adail é suspeito de envolvimento em uma rede de exploração
sexual de crianças e adolescentes.
Segundo a assessoria do TJAM, após entrega da denúncia
do MPE nesta sexta, o relator do processo escolhido via sorteio eletrônico foi
o desembargador Cláudio Ramalheira Roessing, que preside a 3ª Câmara Cível do
Tribunal. Pouco antes do encerramento do expediente nesta sexta-feira, ele
determinou a redistribuição dos autos a um dos membros das Câmaras Criminais do
Tribunal, de acordo com o art. 78, 6º, do Regimento Interno da instituição. O
processo foi para o desembargador Djalma Martins, que ao analisar os autos,
decretou a prisão preventiva de Adail Pinheiro.

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