A
reportagem especial deste domingo, no Fantástico, denunciou uma rede de
prostituição de luxo que você nunca viu nada parecido. O destino final desse
tráfico de pessoas era, na maioria das vezes, a cidade de Luanda. A precária
capital angolana, marcada por quase 30 anos de guerra civil.
As
Mulheres brasileiras eram levadas para fazer programas sexuais em Angola.
Segundo as investigações, o principal cliente era um general da reserva das
forças armadas daquele país, Bento dos
Santos Kangamba, um dos homens mais poderosos da África. Ele chegava a
oferecer US$ 100 mil por um programa.
O
Aeroporto Internacional de São Paulo é passagem frequente de muitos famosos.
Artistas, celebridades, gente que viaja a trabalho para decolar nos palcos do
Brasil e do mundo.
Agora,
uma investigação da Polícia Federal revela que, durante os últimos sete anos,
Guarulhos funcionou também como ponto de partida de uma ponte aérea da
prostituição, que ligava Brasil e África.
Brasileiras
- algumas, rostos conhecidos de programas de TV - embarcavam pelo menos duas
vezes por mês com destino a Angola ou à África do Sul. Em certos casos, essas
expedições incluíam Portugal.
Entre os envolvidos, não havia segredo. O objetivo das excursões era abertamente a prostituição, tráfico internacional de mulheres.
Entre os envolvidos, não havia segredo. O objetivo das excursões era abertamente a prostituição, tráfico internacional de mulheres.
O Fantástico
entrevistou a
Procuradora Federal Stella Fátima Scampini, que afirmou: “O
fato de a pessoa se prostituir, isso não é crime. A pessoa que explora a outra
sexualmente, que tira proveito da prostituição alheia, essa sim comete crime. O
simples fato de você promover a saída de uma pessoa para o exterior para
exploração sexual, isso por si só já é um crime, que é justamente o crime de
tráfico internacional de pessoas”.
Se
Angola ainda luta contra a pobreza, o mesmo não pode ser dito do homem que a
Polícia Federal aponta como o grande patrocinador deste esquema, que pode ter
movimentado quase US$ 50 milhões desde 2007.
Kangamba
perfilava as mulheres a sua frente, vestidas e de calcinha e depois decidia,
onde a escolhida recebia um bom pé-de-meia. O general pagava até US$ 100 mil,
quase R$ 250 mil, para a sua favorita. Mas essa pequena fortuna tinha um preço
alto, segundo a polícia. Um risco de vida. Quando se trata de sexo, o general
tem os seus caprichos. Ele não transa com camisinha.
Segundo
a Polícia Federal, ninguém conhecia melhor as exigências de Bento Kangamba do
que um brasileiro, o encarregado de recrutar as prostitutas do lado de cá do
Atlântico, o músico, produtor de eventos, Wellington Eduardo Santos de Souza,
que visitou Angola pela primeira vez em 2003 como percussionista do grupo de
pagode Desejos. Wellington é conhecido como Latyno e não deve ser confundido
com o músico mais famoso, que tem o mesmo apelido.
Os
shows em Luanda iniciaram a parceria com Nino Republicano. O empresário
artístico africano que era o contato do brasileiro na capital angolana. Segundo
a investigação, Nino era encarregado de reservar hotéis e pagar as despesas das
brasileiras.

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