Depois de ficar cinco dias internado com diagnóstico de
fratura no crânio, William Batista da Silva, de 19 anos, recebeu alta no final
da manhã desta sexta-feira (13). A informação foi divulgada pelo Centro
Hospitalar Unimed, de Joinville, no Norte de Santa Catarina.
Outras três pessoas chegaram a ser internadas, mas foram liberadas horas
depois.
O jovem ficou gravemente ferido durante a briga entre
torcidas do Atlético-PR e Vasco da Gama, na Arena Joinville, no último domingo
(8), que paralisou o jogo aos 17 minutos do primeiro tempo. Ao todo, quatro
pessoas ficaram feridas. Até as 17h de quinta (12), a Polícia Civil havia
identificado 40 torcedores envolvidos na confusão. Outros 20 nomes estão sendo
investigados.
Torcedor do Atlético-PR, William teve vários
hematomas na cabeça e chegou a apresentar sangramento no ouvido, que foi
controlado pelos médicos. O pai dele, Cidinei Batista da Silva, disse que o
filho não faz parte de nenhuma torcida organizada. “Ele (William) contou que
entrou na briga por impulso. Ele estava ali perto na hora em que tudo começou e
eu acho que ele entrou na onda”, comentou.
Salvo pela torcida do Vasco
O rapaz, que vive em Curitiba, relatou ao pai que
apanhou muito na cabeça. A família percebeu isso ao visitá-lo no quarto. “Ele
ficou imobilizado do pescoço para cima e havia muitos hematomas nessa região.
Parece que pisaram no pescoço dele. Ele sentia dor nas pernas, mas não vi
hematomas ali”, informou.
Segundo Cidinei, o filho disse que foi salvo pela
própria torcida do Vasco. "Eles falaram 'já está morto, já está morto' e
jogaram ele de volta”, disse William ao pai. A família se revezou para visitar
e acompanhar a evolução do jovem. A mãe dele também esteve no hospital, mas
preferiu não falar. Durante a semana, ele apresentou quadro estável, mas que
exigia cuidados.

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