A Justiça
Federal tornou indisponíveis os bens dos ex-prefeitos de Quixadá, José Ilário
Gonçalves Marques (2001-2008) e Rômulo Nepomuceno Bezerra Carneiro (2009-2012),
devido a uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público
Federal (MPF) e do Ministério Público do
Estado do Ceará (MP-CE). O objeto das ações foi
irregularidades na execução de um projeto de criação de tilápias com recursos federais no valor
aproximado de R$ 300 mil.
O juiz
federal João Batista Martins Prata Braga, da 23ª Vara Federal em Quixadá,
determinou o bloqueio dos bens dos envolvidos como sendo uma medida
cautelar para que os réus
não possam se desfazer de seus patrimônios e assim dificultar um futuro
ressarcimento aos cofres públicos. Para o juiz, o
decreto é necessário porque "são fortes os indícios de lesão ao patrimônio
público, e do próprio enriquecimento ilícito dos envolvidos".
Ilário
Marques deverá ter bloqueados valores financeiros no montante de R$ 132.818,18, enquanto que Rômulo
Carneiro ficará impedido de movimentar R$
40.158,81. Além dos dois ex-prefeitos, outros envolvidos no caso também
tiveram bens decretados como indisponíveis, são eles: os ex-secretários de
Agricultura do Município, Ereni Lima Tavares e Paulo Pinto Bezerra Júnior; o
presidente do Instituto Sertão Central (ISC), Joaquim Neto Cavalcante Barros; o
ex-presidente do ISC, Francisco Erasmo Cavalcante Barros; e da Cooperativa
Cearense de Prestação de Serviços e Assistência Técnica LTDA – Cocepat.

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