O policial militar Marcelo da Cruz,
que participou do resgate da menina Grazielly Almeida Lemes, de 3 anos,
atropelada por uma moto aquática no Carnaval de 2012, em Bertioga, foi ouvido
na tarde desta terça-feira, no Fórum da cidade. O soldado está no processo como
testemunha de acusação.
"Todos os processos estão
ocorrendo. O nosso desejo é de que esse adolescente infrator permaneça por
algum tempo na Fundação Casa", disse o advogado da família da vítima, José
Beraldo. Além disso, ações indenizatórias também estão tramitando durante a
apuração dos fatos.
Mais duas audiências já estão
marcadas. Em 28 de janeiro serão ouvidos o proprietário da moto aquática, que é
padrinho do adolescente que acionou o veículo, o responsável pela náutica e o
mecânico que fez a manutenção no equipamento também deverão prestar esclarecimentos
no Fórum.
Em seguida, como réu, o caseiro
Erivaldo Francisco de Moura, também deverá ser ouvido, mas em 11 de fevereiro.
Segundo denúncia do Ministério Público, o caseiro levou a moto aquática até a
beira da água e deixou aos cuidados do adolescente de 13 anos.
Ele voltou à condição de réu, em
agosto deste ano, após a insistência do Ministério Público e dos advogados da
família de Grazielly.
O
acidente
O acidente aconteceu no sábado de
Carnaval de 2012. De acordo com informações de testemunhas, o veículo era
conduzido por uma adolescente de 13 anos em alta velocidade.
O veículo atingiu Grazielly, que
brincava na beira d'água perto da mãe. Ela chegou a ser socorrida, mas
não resistiu. O corpo da menina foi enterrado em Arthur Nogueira, no interior
de São Paulo, onde morava com os pais. A garota havia chegado ao litoral um dia
antes do acidente, junto com um grupo de dez pessoas, entre parentes e amigos.
Fonte: Jornal A Tribuna.

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